04 Fevereiro 2010

Jornada # 4

G. D. Pescadores Costa da Caparica 0 - 4 Amora F. C.
Mantêm o 1º lugar do Grupo A, a 5 pontos do 2º classificado, diferença GM-GS de 15 golos (a do 2º classificado é de 3)... nada como apoiar uma equipa em que se pode confiar e que só traz alegrias...

Música para acordar # 12

Há qualquer coisa de revigorante em vir, marginal fora, olhando a baía, que a maré cheia e a ausência de vento fazem parecer um espelho, beijado por alguns raios de sol que lá conseguem atravessar o algodão das núvens e, ao sair do carro, ser invadida pela maresia libertada pela água que corre no rio, a uns vinte metros de distância.
E tudo ao som desta senhora, uma das artistas preferidas da maninha.
E que eu aprecio muito também, mas não digam nada, senão já não celebro o Dia dos Namorados ;-)
Uma ode à pequena cabra que há dentro de todas as mulheres... e à dependência que todas temos desses seres chamados homens. No fundo, é a concretização do: «Não se pode viver com eles, nem sem eles.» :-P
Ou então do: «tens muita garganta, mas...»
E um som fantástico!


Pink «Don't leave me»

03 Fevereiro 2010

Ser amiga é ser irmã

E de novo a armadilha dos abraços,
E de novo o enredo das delícias
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.

Rosa Lobato Faria

Linda, até ao fim.
Uma Senhora.
Em comum, a educação nessa casa em que «ser amiga é ser irmã», de onde têm saído grandes Mulheres deste país.
Que descanse em paz.
As suas palavras ficam.
Connosco.

29 Janeiro 2010

It's friday, I'm in love

Adormeci, ofegante e exausta, nos teus braços.
Sonhei contigo toda a noite, sentindo-te a abraçar-me no sonho e na realidade.
Acordei com o coração a transbordar, um sorriso estampado nos lábios que ainda não desapareceu, saí para uma sexta-feira com muito mais sabor a fim de semana e... o rio estava mais azul, o céu, luminoso apesar das núvens, música na minha cabeça em non-stop, e continua a vontade de encher os pulmões e gritar: AMO-TE!
Adoro manhãs assim...
The Cure

28 Janeiro 2010

Pandemias...

Veio por e-mail, mas não posso deixar de partilhar aqui, porque, para além da imagem - fantástica - a legenda traduz o que eu penso sobre o assunto, dizendo:
«Desenho enviado por um médico, para ilustrar os comentários de alguns:
- 90 pessoas apanham a gripe H1N1 e toda a gente quer usar máscara;
5 milhões de pessoas têm SIDA e ninguém quer usar preservativo!!!!
- 1.000 pessoas morrem de gripe A num país rico, é uma pandemia;
Milhões morrem de paludismo em África, é problema deles.»
Sem mais comentários:



26 Janeiro 2010

Jornada # 3

Amora 2 - 0 Monte da Caparica A. C.
Para além da evidente alegria com o resultado, o pestinha ficou ainda mais feliz, ao ser eleito pela equipa técnica o melhor jogador da partida e, como prémio, ter recebido um cronómetro «que é mesmo igual ao dos árbitros, estás a ver, mamã?»
Isto no dia seguinte a ter disputado o corta-mato do colégio, de onde se desviou no fim da primeira volta, para os bombeiros lhe desinfectarem uma ferida na mão que começou a sangrar e onde voltou e correu as duas voltas seguintes, a tempo de ficar em 10º lugar na geral e em 1º lugar da turma.
E ainda depois do jantar de aniversário de um certo vizinho, que motivou um serão muito animado, mas uma ida para a cama tardia, para um atleta com jogo na manhã seguinte.
Foi um final de semana de deixar os olhos molhados a qualquer mãe babada... ainda bem que não é o meu caso!
PS: Este jogo tinha especial importância, uma vez que o adversário era nem mais nem menos do que o campeão da série "A" (o Amora foi o campeão da série "B") e, como tal, um dos mais sérios candidatos à vitória do grupo. Mas, para já, o primeiro embate correu muito bem

22 Janeiro 2010

Ó mãe, aquele môce batê-me

Ele não resistiu a publicar a notícia ocorrida num local que nos é tão próximo no espaço, do tempo em que éramos «jovens incon'cientes» e nos sentávamos, todas as noites, ali bem perto, num simples muro de parque infantil, onde projectávamos a vida e vivíamos os projectos próprios do fim da adolescência e início da vida adulta, hoje eleito ídolo de que todos somos fãs, através da «magia» desta coisa que é a WWW e desse «tasco global» onde encontramos os amigos que é o FB.

Como eu já disse, comentando a notícia, há algumas ilações a tirar:
1º - 2 tiros, 2 tintins: CONTRATEM JÁ o sr. Agente para marcar os penalties em Alvalade, porque demonstrou uma eficiência 100%;
2º - Ou o meliante «os» tinha de um tamanho descomunal, ou o dito Agente tem uma pontaria absolutamente fantástica, que deverá recomendar a sua imediata condecoração e admissão como «sniper»;
3º - Nunca mais poderão dizer, do pseudo-marginal, que ele «os» tem no sítio, portanto, acredito que o episódio tenha terminado a carreira de provocador de desacatos do rapaz;
4º - Depois disto, recomenda-se a imediata actualização do ditado popular «cada tiro, cada melro».
ps: atento o comportamento do sujeito, o emprego de violência gratuita, o bater em tudo o que mexia pelo caminho, espero que não se tratasse do nosso ex-director desportivo, a vingar-se do mundo, depois dos últimos acontecimentos no balneário... :-(

20 Janeiro 2010

SMS's

O telefone deu o sinal de sms, vou ver, é da pestinha grande e tem apenas escrito:
«Eu sou bipolar?»
Sem fazer ainda ideia da razão da pergunta (mas calculando que se refira às constantes mudanças de humor, à montanha russa emocional de que eu própria me lembro ainda tão bem) não resisto e respondo, apenas:
«Não, querida, és adolescente! :-)»

18 Janeiro 2010

Actualização # 2: Jornadas 6 a 9 + 1 e 2 da 2ª Fase

Uma vergonha, nunca mais ter aqui deixado as «pérolas» do «meu campeonato», este ano - que, como já tinha anunciado (embora ultimamente o meu querido SCP pareça querer redimir-se) é o do escalão Escolas da Associação de Futebol de Setúbal - mas, para me redimir, aqui fica a carreira brilhante dos pequenitos, que os levou a terminar a 1ª Fase como Campeões de Série, com 8 vitórias e um empate, a 5 pontos do 2º Classificado e uma diferença GM-GS de 41 golos:

Jornada #6: Grupo Desp. Alfarim 3-3 Amora F. C.
Jornada #7: Amora F. C. 3 - 0 Grupo Desp. Sesimbra
Jornada #8: Atl. C. Arrentela 0 - 2 Amora F. C.
Jornada #9: Amora F. C. 7 - 1 Escola Fut. António Pica

Como Campeões de Série, os miúdos passaram, obviamente, à 2ª Fase da competição, que inclui os três melhores classificados de cada série, agrupados, agora, em três grupos distintos, de onde sairão, por sua vez, os dois primeiros classificados para integrar o grupo da Fase final do Campeonato.
E, mantendo o espírito vencedor, nas primeiras jornadas desta segunda fase, a equipa teve os seguintes resultados:

Jornada #1: Grupo Desp. Sesimbra 1 - 5 Amora F. C.
Jornada #2: Amora F. C. 5 - 0 Almada Atlético Clube

Portanto, à 2ª Jornada, lideram a Tabela... e porque não acreditar que este ano é que é e que vão ser campeões distritais? Um espanto, os miúdos e os pais, babados, lá vão, «faça chuva ou sol», com mais vento, frio ou o que seja, assistir, religiosamente, aos jogos dos seus rebentos, fantásticos, que continuam a dar lições de bola todos os fins de semana. E com a esperança de que eles continuem a aplicar a todos os jogos a «Chapa 5» que parece ter-lhes caído no goto :-)

Força, miúdos! Vocês são o máximo!!!!!

Actualização # 1: 2010

Pois... já passámos (para todos os que, obviamente, celebraram a entrada no Novo Milénio na passagem de ano 1999/2000) para a segunda década do Século XXI e nada de vir aqui desejar um óptimo ano e uma década ainda melhor ao Mundo e, em especial, aos meus queridos amigos que por aqui aparecem...
Aqui ficam os votos sinceros de um ano espectacular para todos, para mim o final de 2009 e início de 2010 foi um pouco atribulado, mas a postura mantem-se, sempre optimista, com a certeza de que o ano vai ser bom!
Beijinhos e... FELIZ 2010!!!! (até 31 de Dezembro, ainda estamos em 2010, certo? :-))

17 Novembro 2009

Recordações do ontem de há vinte anos

Há memórias que, de quando em vez, nos caiem no colo, sem esperarmos e nos trazem de volta emoções há muito adormecidas. Uma imagem, uma voz, um cheiro, uma canção, um post... são o suficiente para revivermos as alegrias partilhadas na juventude.
Obrigada, amigo!

Felicidade pura!

Às vezes, «uma imagem vale (mesmo) mais que mil palavras».
Acabada de fazer 15 anos, de receber o prémio pelo desempenho escolar do ano passado, trouxe uma amiga (a melhor, arriscaria eu dizer, apesar de as hierarquias serem confusas, na adolescência) para passar o fim de semana.
Apresento-vos a minha filhota adolescente, feliz!



16 Novembro 2009

Jornada # 5

Amora Futebol Clube 5 - 0 Ass. D. Quinta do Conde
Cinco jogos, cinco vitórias, primeiro lugar na tabela classificativa, diferença GM-GS de 30 golos...
Eu bem disse que este ano o "meu" campeonato ía ser o dos miúdos... pelo menos, aqui é só alegrias... bom, a ver vamos, se agora as coisas mudam no clube do coração, com a vinda do Sr. CC.
De qualquer forma, por agora, vou continuar a dedicar-me ao Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Setúbal, escalão de Escolas :-)
E quem é do Amora, bate palmas!
E bate o pé!
E diz olé... OLÉ!!!
(um dos cânticos oficiais da claque - leia-se mães dos jogadores, pois claro!)

13 Novembro 2009

Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Já passaram dezassete anos.
E as saudades, que deviam abrandar, acalmar, atenuar-se, tornam-se, pelo contrário, mais contundentes a cada ano que passa...
A falta da tua voz, das tuas piadas, dos teus conselhos, dos nossos segredos, de todos os pequenos nadas que faziam da vida uma paleta cheia de cores vibrantes sente-se cada dia com mais intensidade...
Ontem, Deus voltou a mostrar-me quão ténue é a linha que nos separa da eternidade e como um automóvel pode ser a arma mais letal para o próprio.
Não o conheceste, mas tenho a certeza de que, ontem, o protegeste.
E que ajudaste a que voltasse para casa, para mim, são e salvo, com apenas um grande susto e umas quantas equimoses e as correspondentes dores no currículo.

Quero acreditar que estás aí, a olhar por nós, até ao dia em que nos reunirmos.
Que consegues, desse lado da Vida, amparar, proteger, dar-nos força para ultrapassar tudo, até a tua ausência física.
Obrigada, maninho, amo-te muito!

12 Novembro 2009

Momentos "Lágrimas nos olhos" # 4

Subi cinco vezes aquelas escadas, tantas quantos os anos que frequentei o colégio.
Cinco medalhas de prata e uma de mérito.
A Tia trouxe-as de ouro.
A tradição representava um peso grande, mas nos primeiros dois anos (no último, mais por conta da rebeldia não muito apreciada pelas professoras) não houve prémios pelo mérito escolar.
Este ano, veio a recompensa pela mudança de atitude, no ano passado. Pelo estudo, pelo empenho, por teres decidido, finalmente, dar uma ajudinha à inteligência que sempre chegou para as notas boas, com um pouco de trabalho, para notas muito melhores.
E os nervos viam-se... nos teus olhos molhados, nas mãos trémulas, no ar assustado com que enfrentaste a escada, antes de a subir.


























Valeu a pena? Parece que sim...
Dizes tu que nunca mais te sentas do outro lado do ginásio, que para o ano, queres ir buscar uma dourada. E as primeiras notas já demonstraram que não é utopia nenhuma!
Força, meu amor!
Estou muito orgulhosa de ti!
Parabéns pela tua vitória!
(E sim, as lágrimas também me passearam pelos olhos quando subiste ao palco, querida)

10 Novembro 2009

Acerto de calendário - Jornada # 1 ( 4º jogo oficial)

A.C.R. Zambujalense 1 - 9 Amora Futebol Clube
Apesar da doença que o impediu de ir aos treinos toda a semana, o pestinha foi convocado e ainda fez quase metade do jogo, no sábado.
Apesar da tosse que ainda aparecia de quando em vez, portou-se bem, muito bem, como toda a equipa, aliás.
Resultado: ao 4º jogo oficial (aproveitaram a pausa no campeonato para acertar o calendário e fazer o jogo em falta), conquistaram o 1º lugar na tabela, têm 28 golos marcados e 3 sofridos...
Grandes miúdos!!!
(E os pais ainda passam os jogos a refilar com eles, porque as oportunidades falhadas fariam duplicar ou triplicar os golos marcados)
Aqui fica o meu n.º 5 preferido de "tod'ó mundo" :-)






O aquecimento ansioso



















A concentração durante o jogo











A satisfação da vitória - dever cumprido!

04 Novembro 2009

Quinze anos

Avante 2009
A revolucionária com a sua t-shirt do Che
Já lá vão 15...

Há quinze anos atrás, por esta hora, estava eu, solitária no meio das dezenas de pessoas em corropio pelos corredores, cheia da cor da esperança junto às paredes frias e brancas da box de partos, em silêncio no centro da barulhenta maternidade, aguardando a tua chegada.
Cheia de medo.
Medo, como qualquer mãe «de primeira viagem», como qualquer miúda de 23 anos prestes a ver a sua vida mudar, como qualquer outra pessoa que tivesse, livre e conscientemente, decidido embarcar nessa aventura de ser mãe/pai e que de repente, na eminência de o ser, pensa «serei capaz?», «estarei preparado/a para isto?».
Assim estava, aguardando, com um misto de receio e impaciência, a chegada desse novo ser, feito de mim, num momento tão desejado, tão procurado.
Assim estava, tão perto de realizar um dos meus maiores sonhos e, curiosamente, era à beira dessa concretização que todas as certezas se desvaneciam e eu fui assaltada por dúvidas, medos, receios.
O tempo passava, eu esperava, as dores íam aumentando, suportava-as em silêncio - que a dor, para mim, sempre foi para se sofrer em silêncio, as «carpideiras» que me desculpem - até que a manutenção desse silêncio começou a arrancar lágrimas a cada nova contracção. Mas lágrimas silenciosas, doridas mas ansiosas da tua chegada.
E, quando, na eminência do nascimento, a bendita epidural fez das suas e me impediu de «fazer força no sítio certo», quando as várias pessoas à minha volta se calaram à voz da experiente enfermeira e ela me anunciou, apontando o aparelho de CTG: «está a ouvir, mãe? Este é o som do coração da sua menina, está a ficar cansada, ou ela sai na próxima, ou vamos para forceps», não foi preciso mais: a Mãe Natureza lá se encarregou de me lembrar como fazer e tu saíste, quase "disparada", momentos depois.
E, no momento em que te pousaram sobre mim e te olhei pela primeira vez, a dúvidas desapareceram e voltou a certeza de que tudo estava bem, de que o sonho se tinha cumprido, de que a benção da tua chegada havia de ficar, sempre, marcada como um dos momentos mais felizes da minha vida.
E as lágrimas voltaram a correr, mas, estas, sinal de alívio e de uma felicidade suprema que senti invadir-me naquele momento.
Parece que foi ontem... frase que ouvi tantas vezes aos meus pais... e não é que parece mesmo?
E, de repente, sem anúncios nem preparação, aí estás, com quinze (????) anos.
Como foi possível, passar tão rápido?
Como é que cresceste, passaste a ter opinião sobre tudo, a ser (mais ou menos) responsável, a encher-me de orgulho com o que dizes e fazes, mostrando-te uma quase-adulta nos sentimentos e valores, apesar de tão criança nas graças e brincadeiras?
Ainda ontem davas os primeiros passitos, vacilante, agarrada às mãos que te impediam de cair e magoar, hoje tenho de te deixar equilibrar-te sozinha e provar-me a mim, a ti e ao mundo que és capaz de não cair. E estar aqui, sempre, para te curar as feridas se, ainda assim, caires, como te limpava com algodão os arranhões, em bébé.
Só que agora, as quedas podem ser piores e magoar mais...
Eu sei disso, tu sabes disso e é com essa consciência que tenho, ainda assim, que ser capaz de te deixar caminhar sozinha.
E rezar a todos os instantes para que a vida não te pregue muitas rasteiras...
Muitos parabéns, minha querida.
Para ti, aqui ficam os teus adorados Linkin Park, com "Leave out all the rest", a servir de fundo a esse sucesso de bilheteira que igualmente te conquistou, "Twilight":

Jornada # 4 (3º Jogo Oficial)

Leão Altivo Associação 1 - 3 Amora Futebol Clube
3 Jogos, 3º lugar, com os dois primeiros assegurados por equipas que já jogaram os 4 jogos da competição, nesta fase.
No próximo sábado, jogo para «acertar calendário» com as restantes equipas.
O pestinha, provavelmente, não participará, por estar em baixo de forma, com uma constipação/ameaça de gripe, «fruta da época». De qualquer forma, o apoio à equipa é incondicional.
Força, miúdos!

27 Outubro 2009

Jornada # 3 (2º Jogo Oficial)

Paio Pires Futebol Clube 0 - 12 Amora Futebol Clube.
(Nós contámos 13, mas o árbitro devia ser supersticioso...)
Sem comentários, a não ser para dizer que, se tivessem concretizado os remates de baliza aberta que falharam ou foram à trave, estaríamos perante um novo record mundial, certamente.
Um must, estes miúdos!

19 Outubro 2009

Futebol - Este ano é que é!!! (Jornada #2)

Não, não estou a falar do meu querido Sporting. Tendo em conta o que tenho visto este ano, decidi que me vou dedicar exclusivamente (tão exclusivamente quanto o coração - e a casa recheada de outros três fervorosos leões - permitirem) ao futebol infantil, até porque o meu pestinha é Defesa esquerdo... digamos que posso até estar a dedicar-me ao clube do coração, que é como quem diz... ao futuro de Alvalade :-)
Não tenho ilusões dessas, nem tão pouco me preocupa, uma vez que, como já disse neste espaço, a carreira de jogador de futebol nunca me mereceu grande entusiasmo, portanto, nunca sonhei com ela para o pestinha.
Mas sabe-me muito bem ver aquela equipa de miúdos - quase sem condições num clube que está a dar as últimas, apesar dos anos e história que mereciam outra sorte (transporte, águas e lanches nos dias de jogo têm de ser fornecidos/pagos pelos pais ou pela equipa técnica) debater-se entre os grandes e dar luta a outras equipas, supostamente com muito melhores condições.
No final de Setembro, participaram num Torneio de Escolas organizado no segundo-aterro-sanitário-do-Seixal-a-que-eufemisticamente-resolveram-chamar-Caixa-Futebol-Campus, onde, entre 32 equipas, entre as quais o próprio SLB (argh!), Belenenses e Foot 21, por exemplo, conquistaram o oitavo lugar, depois de sete jogos em dois dias que os (e nos) deixaram extenuados. Melhor ainda que o lugar, foi a vitória sobre os vermelhos e brancos, por uns expressivos 3-0 (isto faz-me lembrar um jogo deste fim de semana... ah, é verdade, isso é do que eu não quero falar, siga!).
Na época 2008/2009, os «orgulhos dos papás e mamãs» foram campeões de série do Distrito de Setúbal, em Escolas B. Perderam o título numa final em que o nervosismo imperava, mas que lhes correu mal... mas continuaram (e continuam e continuarão sempre, claro) a merecer todo o nosso orgulho.
Este ano, disputam o Distrital de Escolas A. O campeonato começou no dia 10/10, mas o jogo que estava marcado para esse dia teve de ser adiado, devido a atrasos nas inscrições da equipa adversária.
Assim, foi este sábado que iniciaram os jogos oficiais, ainda por cima com um derby, sendo que o Amora-Seixal é sempre muito emotivo, até nos escalões mais jovens.
E terminou bem. O Amora venceu, por 3-1, começar bem é importante e motivador para os miúdos! (e, pequeno comentário, parece que o Seixal é melhor que o SLB: ainda conseguiu marcar um golito :-P)
Aqui ficam duas imagens da «Coisinha mai' linda da sua mãe» - frase que nunca chega a sair-me dos lábios, porque ele já não é nenhum bébé, principalmente à frente dos colegas «da bola».
Mas é. E será sempre, para mim.
Mesmo. :-)
Em plena actuação, no último jogo da série (o da consagração)

Os festejos do título, a seguir ao jogo

14 Outubro 2009

Finalmente, vamos lá falar sobre a gripe A

Ainda não toquei no tema aqui, não só porque, confesso, é um assunto que já me enjoa um bocadinho, como por achar que o pânico gerado desde a primeira hora é, quanto a mim, muito lucrativo, não para as pobres criaturas ali de cima, mas para esse animal voraz que é a indústria farmacêutica.
Certo é que, desde que foi dado o primeiro alarme sobre a «primeira pandemia do século XXI», as informações (muitas vezes contraditórias - e nem vou falar sobre a polémica à volta do tamiflu) se têm sucedido a um ritmo alucinante:
«Todos devem vacinar-se!» «Afinal, só os doentes de risco.» «Todos devem usar máscara!» «Afinal, a máscara é para quem está infectado proteger os outros.» «Todos devem desinfectar as mãos!» «Afinal, é só lavá-las.» Mas não, afinal, é lavá-las num ritual complexo, que o Ricardo Araújo Pereira descreve de uma forma absolutamente fabulosa, aqui.
Para mim, o melhor exemplo do que é a prevenção em Portugal é a que foi implantada numa empresa, não numa terrinha distante, perdida no meio de vales e montanhas do Portugal profundo, mas bem junto à Capital deste «jardim à beira mar plantado»: Um edifício com vários andares, todos dedicados a escritórios, com elevador, cujo botão de chamada constitui, como já sabemos, um meio (de altíssimo risco) de propagação do vírus indesejado, dadas as dezenas de pessoas que, diariamente (e, provavelmente, sem terem passado pelo ritual tão bem descrito pelo RAP) tocam no dito botão, para chamar a cabine que os leverá ao seu destino. Uma cabeça genial, certamente subaproveitada num qualquer departamento de HST, encontra a solução fácil, rápida e segura: luvas descartáveis. Portanto, de imediato se adquire e monta, junto ao tal conspurcado botão de chamada do elevador, um dispensador de luvas descartáveis para que todos os utilizadores daquele equipamento possam assim fugir à ameaça brutal de tocar o pequeno botão, com aparência falsamente inofensiva. Fantástica decisão, melhor execução.
Ah, pequeno pormenor: para accionar o dispensador e recolher a luva salvadora, o utente tem, tão somente que... carregar num botão.
Viva Portugal!

09 Outubro 2009

Uma delícia!

Sem mais comentários, aqui fica. E fica tudo dito.

08 Outubro 2009

Recordar...

I swapped my innocence for pride
Crushed the end within my stride
Said 'I'm strong now I know that I'm a leaver"
I love the sound of you walking away
Mascara bleeds a blackened tear
And I am cold
Yes I'm cold
But not as cold as you are
I love the sound of you walking away
Why don't you walk away?
No buildings will fall down
Why don't you walk away?
No quake will split the ground
Why don't you walk away?
The sun won't swallow the sky
Why don't you walk away?
Statues will not cry
I cannot turn to see those eyes
As apologies may rise
I must be strong and stay an unbeliever
And love the sound of you walking away
Mascara bleeds into my eye
I'm not cold
I am old
At least as old as you are
As you walk away
And as you walk away
My headstone crumbles down
As you walk away
The Hollywood wind's a howl
As you walk away
The Kremlin's falling
As you walk awayRadio 4 is static
As you walk away
The stab of stiletto
On a silent night
Stalin smiles
Hitler laughs
Churchill claps
Mao Tse-Tung
On the back
Franz Ferdinand - "Walk away"

07 Outubro 2009

Noutros tempos...

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso


Eugénio de Andrade

06 Outubro 2009

Inveja é...

...estar a trabalhar, sair para almoçar, com este tempo de caca, receber uma chamada da maninha e saber que, depois de um fim de semana com direito a safaris diurnos e nocturnos, ela está, no preciso momento em que eu luto com o vento para conseguir ouvir o telefone, refastelada à beira de uma piscina, algures por aqui:



A educação e o receio de denúncias quanto a linguagem menos própria impedem-me de transcrever as palavras que me passaram pela cabeça...
Posso apenas dizer que foi mais ou menos isto:
%$#$%"#%/(%)/&)(/?)/%%$%$##$"%/&%/&%/()=(==()=(/&$%$"#!""#!

02 Outubro 2009

Humor Negro ou "eu-vou-ser-tão-castigada-por-dizer-estas-alarvidades!!!"


1 - (Conversa típica pré-operação, sobre as últimas vontades, caso a coisa corra mal) Resposta ao pedido incómodo: «O quê? Cremada? Tu fazes ideia de quanto é que isso custa??? Ok, se não queres ser enterrada, a malta fecha o caixão, passa ali na marginal e, como quem não quer a coisa, deita-te no Rio Judeu, agora... cremada??? Por favor...»
2 - (1º dia pós operação, a cara e cabeça inchadas e cheias de derrames, nódoas negras e a mommy queixa-se do aspecto que tem) Olho à volta e digo-lhe: «deixa lá, se fizessem um concurso de beleza entre os internados "cabeça-pescoço", ainda assim, ganhavas tu!»
3 - (no mesmo dia, a propósito de um dos médicos que operaram, cujo nome vou manter em segredo, atentos os comentários feitos) «Agora percebo tudo. Com um médico giraço daqueles, até eu me deitava na marquesa e lhe dizia para cortar o que quisesse... a cabeça? Claro, Sr. Dr.!!!»
4 - (Já em casa, no momento das queixas por causa das placas metálicas apostas na cabeça) «Ai isso é titânio??? Agora sim, estás muito mais valiosa!»
«Já pensaste na desculpa que vais dar quando o detector de metais desatar a apitar, à entrada para uma sala de embarque???»
«Tu agora, se fores assaltada, podes resolver o problema à cabeçada!»
5 - (Com o cabelo recém-cortado pela cara-metade, à máquina, para tentar disfarçar a zona de cabelo rapado onde foi feita a operação) «Agora, habituas-te a isto, nunca mais vais à cabeleireira! Papá, estás "feito-ao-bife"!»
6 - (Daddy leva a coça do feirante e trago-o de volta do hospital com a cara cheia de nódoas negras, derrames, pontos, nariz inchado e com umas compressas para estancar a hemorragia...) «Ok, eu já ouvi falar na solidariedade entre marido e mulher, mas não achas que levaste o conceito longe demais? Já bastava um com a cara desfeita...»
«Isso foi inveja? Não podes ver a mamã com a cara inchada, que vais a correr tratar de te pôr igual?»
«Caramba, foi preciso passar os 60 anos para te armares em rufia de bairro? Deve ser por isso que lhe chamam 2ª infância...»
7 - (Em plena sala de espera da radioterapia, no IPO, procuro desesperada uma casa de banho sem encontrar nenhuma. À saída, mommy garante que há uma ali perto) «Pois, mas é lá dentro, não na sala de espera. Pelos vistos, aqui, para se ter direito a fazer xi-xi é preciso ter cancro»
E assim se foi enganando o medo. E resultou. Pelo menos, enquanto nos rimos, afastámos as lágrimas, o pânico, não pensámos em tudo o que podia correr mal. E impedimos o ânimo de desaparecer por completo.
E valeu a pena!!!

30 Setembro 2009

Ano duro

2009 fica marcado, como já tinha acontecido com boa parte de 2008, como um ano de más notícias que levaram a grandes lutas, de lutas hercúleas que levaram a grandes vitórias, de mais notícias que conduziram a novas lutas... and so on, and so on...
Por causa de uns gânglios inflamados, lá se resolveu a ir fazer uns examezitos (ela que odeia médicos, hospitais, medicamentos, etc.) e acaba por descobrir um "ovo" com cerca de 5 cms. de diâmetro dentro da cabeça e ficam, finalmente, explicados vários sintomas dos quais ninguém conseguia descobrir a causa: a perda de olfacto, os problemas de visão...
Com o SNS no seu melhor, teve de esperar cerca de 3 meses pela marcação da operação, apesar da extrema simpatia (tenho de o reconhecer) e dedicação de médicos e enfermeiros, no IPO.
Um meningioma tem a vantagem de ser benigno, mas retirar um ovo de dentro da cabeça nunca pode ser encarado como coisa menor...
Assim, começámos o ano com um dia agoniante, na sala de espera do hospital, enquanto era submetida a uma operação de horas e horas, aliás, uma dupla intervenção, já que na mesma ocasião retiraram igualmente os tais gânglios, numa cirurgia menos complicada, embora muito perto de vasos e artérias vitais.
Terminada a operação, bem sucedida, descansei quando, menos de vinte e quatro horas depois, soube que saiu da enfermaria para ir à rua... fumar um cigarro. E começou a reclamar com o facto de não poder fumar, com a comida... «ok, a operação correu bem!».
Assim começou uma recuperação física lenta, uma vez que drenos, placas de metal & afins fizeram alguma confusão de início, mas rapidamente as coisas voltaram ao normal.
Consulta de seguimento, tudo óptimo em termos de recuperação, tudo mal com as biopsias. O meningioma, benigno como se esperava, mas havia sinais do «bicho» dentro de um dos gânglios.
E recomeçou a procura, na luta contra o tempo que estas coisas são sempre.
Finalmente, depois de mais uma carrada de exames, lá se descobriu, ali tão perto, bem alojado numa amígdala que, em má hora, alguma cabeça brilhante resolveu não retirar, há muitos anos atrás, depois de tal hipótese ter estado em cima da mesa.
Repetiu-se o processo: preparação para operação, depois a própria operação, desta feita bem mais curta e simples, mas numa luta com um inimigo - agora bem conhecido - bem mais perigoso...
A seguir, radioterapia, dois meses de tortura que entraram pelo Verão dentro, deixando-lhe as marcas na pele e no ânimo.
Terminou. A recuperação física foi, uma vez mais, extraordinária, a pele antes queimada pelas radiações que, para além do inimigo, atacam também o corpo, rapidamente se renovou. Ainda subsistem alguns incómodos, mas, como já lhe disse, em certas alturas, um paladar menos apurado até é uma benção.
Há que rir para manter o ânimo e felizmente, o humor esteve sempre presente nas conversas, incluindo o humor negro que afastava o peso que outra postura representaria.
Claro que agora o seguimento vai ser essencial, a ameaça não desaparece só porque fez os tratamentos, mas o prognóstico é muito bom.
E assim, espero que se tenha encerrado um ciclo, felizmente travado a tempo porque os benditos gânglios resolveram responder precocemente à ameaça inimiga que se instalava no corpo e assim alertar para aquele e para o outro problema que passaria incólume, provavelmente, até alguma consequência violenta, como a cegueira que se aproximava a passos largos, dar o alarme.
No meio de tudo isto, o seu cavaleiro andante, qual defensor de donzelas em plena Idade Média, resolve discutir com o feirante que, no meio de uma discussão com alguém, acerta uma cotovelada na cabeça recém-operada e convalescente. À pergunta «Você viu o que fez?», acompanhada de um puxão no braço que atacou a cabeça alheia, o rufia resolveu responder com um inesperado e violento murro, à cinema, só que a hemorragia na vida real é bem mais chata. Hospital, pontos, medicação e a notícia, meses mais tarde, de que, graças ao sucedido, houve um episódio de enfarte, felizmente pequeno e sem sequelas. Mas existiu e deixou marcas, visíveis no ECG feito uns mesitos depois.
«Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe», diz o povo. A parte do bem, a vida já me tinha ensinado, espero que a do mal também prove ser verdadeira...
Haja saúde... e paz!

30 Abril 2009

Feliz Dia da Mãe

Há um ano atrás já estávamos à espera...
À espera, à procura, à espera...
Depois, finalmente, veio uma resposta e uma data.
E pensámos que era o fim da espera e da procura.
Ultrapassaste essa prova, com uma força incrível e pensámos: o pior já passou.
Afinal, veio a notícia, aquele dia não foi o fim, mas apenas o princípio de uma corrida em três etapas.
A primeira já estava
E ficámos à espera da segunda...
E veio mais uma data...
E mais uma vez passou e tu mais uma vez ultrapassaste.
E já não tenho dúvidas nenhumas que vais novamente mostrar a tua força e a tua garra e a terceira fase vai ser ultrapassada com a mesma tenacidade.
Ah, já agora, Feliz Dia da Mãe!!!!
Prueba superada!!!!

27 Abril 2009

Há dias assim...

Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...

Florbela Espanca

16 Abril 2009

Momentos "Lágrimas nos olhos" # 3

Segunda-feira, 16 de Abril, início de semana de trabalho depois de uma semana de férias para acompanhamento do pestinha pequeno a mais um Mundialito (a reportagem completa fica para mais tarde, apenas digo, para já, que, este ano e uma vez que o Amora não participou neste torneio - participará antes na Copa Foot 21, em Junho - ele moeu-me a cabeça para aceitar o convite da equipa do colégio, para ir com os coleguinhas, tendo por isso representado o Colégio Guadalupe na prova, onde jogou as sete partidas inteiras e voltou feliz, porque a equipa conquistou a Taça Amizade - digamos que foram os melhores na "3ª Liga" que se criou após a fase de grupos - tenho ganho a Final por uns expressivos 5-1), chego a casa com o pestinha pequeno depois do treino, começo a tratar do jantar e suspeito do sossego e da simpatia imensa dele, sempre a oferecer-se para fazer tudo, evitando qualquer ida da mamã ao seu quarto.
Quando a esmola é demais... eu vou verificar o que se passa e ei-lo a ficar aflito, dizer-me: - Pronto, eu mostro, mamã, mas promete que não te zangas! - enquanto pega na caixa de cartão onde em tempos chegou a tão desejada psp e a abre.
Com um misto de receio e curiosidade, espreito lá para dentro onde, no meio de um «ninho» fabricado em papel higiénico pelo pestinha, uma bola de pelo cinzento às riscas se remexe enquanto lança uns gemidos tão desesperados como os olhos do pestinha, com medo do castigo pela introdução clandestina do pequeno gato recém-nascido em casa.
Depois do espanto, lá ouço as explicações: o minúsculo bicho, com 1 ou 2 dias de vida, no máximo, estava caído num dos pátios do colégio «e como estava frio, não o podia deixar lá, mamã, senão, ele morria».
Olho para cima da cama e vejo aberto o livro infantil «Tudo sobre os animais bebés» e percebo de repente porque esteve ele tão sossegado desde que chegou a casa e como tentou a todo o custo descobrir o que fazer com o gato-bébé.
Escondo as lágrimas que me aparecem sem ser chamadas e recomponho-me para lhe dar o necessário ralhete, porque essas coisas não se fazem às escondidas e nós não podemos ficar com um gato tão pequenino, que precisa é da mãe, ou de uma presença constante que a substitua, e, depois ainda, quando descubro que desobedeceu ao avô, que o foi buscar ao colégio, com a pestinha grande, que, perante a demora de ambos, ligou para ela e, ao ouvir falar num gato bébé (que, confessou depois, nunca pensou que fosse TÃO bébé), o mandou ir colocá-lo onde o tinha encontrado. Ele disse que sim e, às escondidas de tudo e de todos, enrolou o animal na roupa, dentro da mochila do treino, para não o deixar ali.
Muito bonito, mas claro que quando se descobre que se tem um gato que ainda não abriu os olhos, não anda, tem o cordão umbilical pendurado e geme cheio de fome às 21:30, que fazer??? Ir arranjar um pouco de leite (pois claro, de vaca, bem sei que não devia, mas não tinha outro), depois, com as informações prestadas pela mana mais nova, diluir o leite com água, aquecê-lo e tentar dá-lo, primeiro com uma colher, depois uma palhinha e finalmente um pano dobrado ao pobre bicho, porque este só sabe mamar... e o pestinha, ao ver as dificuldades e a fome do animalzinho, pede mil vezes desculpa.
Resultado: deitar-me às 3 da manhã, quando finalmente o bichinho acalmou na «cama» improvisada que lhe deixei junto ao aquecedor e esperar que sobrevivesse à noite, para, no dia seguinte, o devolver à procedência, na esperança de que a mãe o aceitasse de volta.
Depois de quatro horas de sono, levá-lo ao colégio com o pestinha, descobrir que a restante ninhada também foi encontrada, tinham sido abandonados pela mãe e levados pelo veterinário para o gatil municipal. Trago-o de volta e deixo-o junto dos técnicos do gatil, que, no entanto, me informam que será difícil um bichinho tão pequeno resistir à falta da mãe.
De coração apertado, lá o deixo e digo ao pestinha que, embora tenha sido errado desobedecer ao avô e esconder à mãe, o acto teve, pelo menos, o mérito de dar ao pobre bicho uma noite quente e com mimos, ao invés de ter, provavelmente, morrido no frio do pátio escolar.
E fico, mais uma vez, feliz com a bondade e generosidade que descubro no coração dos filhotes - mas ficou o aviso: NUNCA MAIS!!!! :-)